Onde
Encontrar?

De mulher para mulher: ginecologia depois dos 60 anos

shutterstock_747072433

A principal pergunta das mulheres na terceira idade em relação à ginecologia é se elas ainda precisam fazer mamografia e outros exames genitais. Conversamos com a ginecologista Sandra Cristina Faria Cabrera para explicar melhor sobre a rotina ginecológica depois dos 60 anos. Segundo ela, as mulheres não devem relaxar nos cuidados, principalmente porque os riscos de algumas doenças no organismo feminino até aumentam com a idade. Confira a entrevista:

Com que frequência a mulher depois dos 60 anos deve procurar um ginecologista?
Uma vez por ano em geral, mas esse intervalo pode ser menor dependendo da necessidade da paciente. Ela deve continuar tendo esse acompanhamento ginecológico mesmo que não tenha uma vida sexual ativa. Afinal, depois das doenças cardiovasculares, a principal causa de morte entre as mulheres são as questões relacionadas a genecologia e mamas.

Quais os exames que ela deve realizar?
Basicamente, ela deve continuar fazendo o papanicolau, muitas mulheres pensam que não é mais necessário; a ultrassonografia pélvica, que é uma forma de estarmos identificando o câncer de útero e de ovário em fase inicial; e é muito importante continuar fazendo mamografia todos os anos. As mulheres acham que estão livres, mas é justamente o contrário, o risco de câncer de mama aumenta com a nossa idade. Eu costumo falar para as minhas pacientes que, enquanto nós temos mama, nós temos que nos prevenir.

Quais as doenças ginecologicamente mais comuns a partir dessa idade?
A partir dos 60 anos, é importante a gente continuar fazendo os exames de prevenção, como câncer de mama, câncer de ovário, câncer de útero. Mas também são comuns queixas de ressecamento e ardor vaginal na menopausa, perda urinária, incontinência urinária, infecções urinárias, etc.

Em relação aos hormônios, o que muda no corpo da mulher depois dos 60?
Em resumo, a mulher passa por um processo de atrofia genital. Quando ela entra na menopausa, ela passa a produzir quantidades muito pequenas de hormônio, algumas até param de produzir. Esse processo de atrofia causa um ressecamento da mucosa vaginal. Enfim, isso é um processo normal, mas ela pode passar a ter desconfortos, como secreções, ardor, coceira vaginal, incontinência urinária, maiores chances de infecções urinárias e, no caso da mulher sexualmente ativa, passa a ter dor para manter relação sexual.

//]]>